
Tudo começa pelo fato de ter que fazer, obrigação.
Mas com a promessa em que se torne prazer, as letras formam palavras, casa-se com as frases e constroem os textos. Muitos secos, ásperos, outros românticos ou até mesmo sangrentos.
Os dedos consomem o teclado na velocidade da mente fértil com pensamentos no vácuo de algum conhecimento próximo a ser descrevido, no entanto, na mesma velocidade o “deletar” assume o controle.
Suscitar emoções como fonte de inspiração se torna uma opção de produção, mas ao se deparar com o branco, lá estamos de volta ao principio.
Pisca, pisca, continue a piscar sensor do word, pois as palavras não vem a mente.
Pense, pense mente. Crie, acredite, encontre dispendiosas memorias para compartilhar. Liberte palavras para veraz o prazer da leitura.
Já se passaram minutos, e aqui estamos em mais um texto infausto.
Infelizmente, está é a realidade de muitos perante a população brasileira; supreendentemente, a alunos universitários.
Pesquisas com docentes acadêmicos demonstra uma falha no sistema educacional nacional, que obteve uma reação em cadeia entre jovens universitários.
O incomodo com a dificuldade de produção textual, frases mal interpretadas e conclusões sem sentidos demostram o calcanhar de Aquiles para geração coca-cola, Facebook e MSN. Salvo grande fatia do bolo, não podemos generalizar, contudo, o cenário deve ser sanado para um país que pretende obter categoria de primeiro mundo.
A ausência intelectual e falta de repertório de alunos nas faculdades se torna trivial perante o passado nebuloso no sistema educacional brasileiro. A representação dessas carências está na raiz da formação, uma vez em que 24,4% das crianças não chegam a 4ª série do ensino fundamental.
A linha da intolerância se torna tão extensa que é possível eleger fulanos e ciclanos, que não teve o ensino devidamente norteado, a frequentar a capital das “soluções”, também interpretada como Plenário.
O nível universitário tem como objetivo preparar jovens para o mercado de trabalho, ou alimentar os monstros que o mundo real deflora a cada edifício comercial?
Mas se o bolo foi mau feito, como colocar a cereja na cobertura?
Vamos aguardar, quem sabe se Fernando Haddad tivesse acesso as redações universitárias, o sistema compreenda a agonia de um sensor piscando, sem reportório, sem palavras, sem contexto ou conteúdo.
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